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Produção de conteúdo jurídico: como desenvolver nas redes sociais

Equipe Justamente 16/03/22

Para os advogados, a produção de conteúdo jurídico é muito importante no seu marketing digital, tanto em forma de artigos no seu blog e plataformas específicas, quanto nas redes sociais.

Uma vez que a principal maneira de divulgar o seu escritório é apostando em materiais informativos e educativos, buscando educar o seu público-alvo, ao mesmo tempo em que se constrói uma autoridade digital, este formato de produção deve ser considerado.

Se você quer saber como atingir mais pessoas e conquistar mais clientes, saiba como desenvolver uma boa produção de conteúdo jurídico nas redes sociais, além de entender o que fazer para conseguir bons resultados com essa estratégia.

Como fazer uma boa produção de conteúdo jurídico nas redes sociais?

A produção de conteúdos jurídicos é uma das principais estratégias que devem estar presentes no marketing digital do advogado. Isso porque as normas da Ordem dos Advogados do Brasil sobre a publicidade na advocacia possuem diversas restrições.

De acordo com o Código de Ética e Disciplina da OAB e com o Provimento 205/2021, a publicidade jurídica deve ser meramente informativa, prezando pela discrição e sobriedade e sem configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão.

Sendo assim, a produção de conteúdo jurídico surge como uma excelente alternativa para divulgar seu escritório, seja em seu próprio site ou nas redes sociais, considerando, principalmente, o modo que a publicidade deve ser e as demais proibições da instituição máxima

Mas, afinal, como desenvolver essa produção?

Que os conteúdos devem ser informativos e educativos já se sabe. Porém, especialmente nas redes sociais, deve haver um cuidado maior.

Antes de tudo, vale a pena ressaltar aqui algumas proibições da OAB com relação ao próprio desenvolvimento de conteúdos jurídicos. São elas:

Para saber mais práticas que você deve evitar na sua produção de conteúdo nas redes sociais ou em qualquer outro tipo de plataforma, confira a nossa matéria sobre o Provimento 205/2021, que dispõe exclusivamente sobre a publicidade jurídica.

Abaixo, veja algumas dicas para aplicar no seu marketing jurídico utilizando as principais redes sociais da atualidade.

1. Instagram e Facebook

Embora sejam redes sociais diferentes, os conteúdos veiculados pelo Instagram e pelo Facebook não se diferenciam muito. É possível, inclusive, fazer publicações simultâneas – você posta em uma plataforma, e o mesmo conteúdo é postado na outra plataforma de igual maneira, no mesmo minuto.

Na produção em si, é possível desenvolver textos com poucas palavras, que passem informações relevantes para o seu público-alvo.

Portanto, se você atua em direito do consumidor, por exemplo, é possível ter publicações sobre determinados direitos do consumidor (tanto os mais conhecidos quanto os menos conhecidos), datas especiais (dia ou semana do consumidor), problemas que o consumidor pode enfrentar e as possíveis soluções, entre outros assuntos.

O fundamental é que sejam conteúdos que fazem sentido para o seu leitor, que despertem o seu interesse e que possam fazer diferença na rotina dele.

Talvez a principal coisa que você deva dar atenção é o conteúdo de mídia que você irá publicar, como uma ou várias imagens ou um vídeo. Conteúdos visuais chamam muito mais atenção do que textos, e por isso merecem empenho em sua produção.

Duas ferramentas que podem te ajudar a criar suas próprias imagens para publicações são o Canva e o Figma. Você ainda pode procurar imagens prontas, tanto para utilizá-las isoladamente, quanto para incluí-las em algum projeto específico, em bancos de imagens gratuitos.

Em seguida, atente-se ao conteúdo textual. Além de despertar o interesse do leitor e seguir todas as indicações da OAB, é importante não utilizar tantas palavras. Nas redes sociais, os usuários não estão procurando por respostas – normalmente, tais plataformas são utilizadas como meio de entretenimento, distração.

Por mais que existam, sim, situações em que os usuários façam buscas específicas nas redes, o seu objetivo deve ser alcançar tanto quem busca especificamente pelo seu serviço, quanto quem tem interesse no assunto, mas não naquele momento exato.

Além disso, não use tantas palavras. Sendo um momento de entretenimento e distração, nem todos os usuários se ocuparão para ler tudo o que você escrever. Por isso, seja objetivo e use a linguagem do leitor – sem jargões jurídicos.

2. YouTube

O YouTube é uma das maiores plataformas de vídeos do mundo. Assim como o Google, o buscador mais utilizado pelos usuários da internet, o YouTube também serve como um buscador online, já que trata-se de um ambiente digital onde qualquer pessoa pode adicionar qualquer vídeo, sobre os mais variados assuntos.

Da mesma forma que muitas pessoas fazem suas pesquisas no Google, buscando artigos ou notícias, muitas pessoas fazem suas pesquisas diretamente no YouTube, especialmente quando o assunto é um pouco mais complexo.

Vídeos tendem a ser mais didáticos. O formato já é o mais consumido no mundo. Por isso, vale a pena investir neste tipo de mídia e produzir conteúdos jurídicos para o YouTube.

Assim como no Instagram e no Facebook, é essencial que seu conteúdo seja relevante para o seu público, e que você use a linguagem dele, sem jargões jurídicos. Se a intenção é, realmente, ser mais didático, utilize uma linguagem mais simples, para que qualquer pessoa possa entender o tema abordado.

Utilizando o mesmo exemplo que no tópico anterior, um advogado que atua no direito do consumidor pode fazer vídeos sobre alguns direitos específicos, sobre os direitos mais e menos conhecidos, sobre alguns passos que existem num processo jurídico, entre outros assuntos.

A diferença, no caso, é que enquanto no Instagram e no Facebook seus conteúdos devem ser sucintos e breves, no YouTube você pode abrir mais o tema e dar explicações mais detalhadas.

É válido, ainda, dizer que no YouTube, você pode utilizar estratégias diferentes. Há pessoas que, dependendo da situação, precisam de um vídeo mais curto e mais objetivo. O que elas precisam é da resposta para sua dúvida, e o quanto antes ela tiver, melhor será a sua reação para com o seu vídeo.

De igual modo, há pessoas que têm mais tempo e que preferem conteúdos maiores, mais explicados, com mais exemplos e mais completos. Sendo assim, você pode apostar tanto em vídeos curtos, quanto nos maiores, e até mesmo nos dois.

3. LinkedIn

O LinkedIn é uma rede social voltada para o mundo profissional. A plataforma é interessante para qualquer profissional de qualquer ramo, uma vez que permite o compartilhar de conteúdos próprios e de terceiros, a disponibilização da sua trajetória profissional (com especializações e indicações), e a conexão com demais profissionais.

Diferente das redes sociais já citadas, o LinkedIn possui um segmento determinado. Portanto, um planejamento diferente pode ser uma boa solução.

Alguns temas que podem ser abordados na sua produção de conteúdo jurídico nesta rede social são alterações na legislação, esclarecimento de dúvidas, atualizações do seu escritório, assuntos da atualidade, e até mesmo materiais informativos.

Aqui, vale a mesma dica sobre os conteúdos de mídia. É possível inserir imagens e vídeos, porém, dê atenção especial a essa etapa. Ofereça mídias bem elaboradas e de boa qualidade, já que elas tendem a chamar mais a atenção dos leitores do que os textos em si.

Nesta matéria, veja mais dicas para aplicar no seu perfil do LinkedIn e de destacar na rede social.

4. TikTok

É comum que muitos advogados tenham dúvidas quanto à utilização do TikTok. A boa notícia é que a rede social é, sim, permitida, desde que se respeite as normas da OAB quanto aos conteúdos veiculados, assim como acontece nas demais redes sociais.

A dinâmica do TikTok consiste em compartilhar vídeos curtos. Desta forma, o advogado pode manter seu público informado utilizando vídeos sucintos (de 15 a 60 segundos), utilizando ainda alguns recursos de edição, como filtros, cortes, alteração de velocidade, entre outros.

Um cuidado especial que se deve ter não apenas com o TikTok, mas com qualquer rede social, é entregar um conteúdo que seja relevante para o seu público-alvo.

Sendo o TikTok uma plataforma mais utilizada por adolescentes e jovens, é interessante analisar se o seu público é usuário da rede social, para que você não use seus esforços em vão.

Veja também algumas dicas para gravar os melhores vídeos na plataforma.

5. Jusbrasil

Por fim, o Jusbrasil é um site jurídico que também funciona como uma rede social. A maioria dos usuários da plataforma publica artigos sobre diversos assuntos, como leis e projetos de leis, vantagens e desvantagens, assuntos da atualidade relacionados a alguma área do Direito, entre outros temas.

O público que faz pesquisas no Jusbrasil é composto tanto por pessoas leigas, que procuram esclarecimentos sobre determinados assuntos, quanto por advogados e estudantes de Direito, que buscam saber mais sobre um ponto de vista sobre alguma lei, por exemplo.

Neste caso, é possível se tornar uma referência tanto para a população em geral, atraindo mais clientes para seu escritório, quanto entre os advogados da sua área de atuação.

Não esqueça que seu conteúdo deve ser totalmente informativo, sem frases com autopromoção, que incitem o litígio ou que falem sobre honorários, formas de pagamentos, gratuidades ou promoções.

Por que usar as redes sociais no marketing jurídico?

No marketing jurídico, o objetivo principal do advogado é tornar o seu escritório mais conhecido, divulgando a sua marca e serviços prestados. Sendo assim, é fundamental que ele esteja presente onde o seu público também está presente.

Hoje, as redes sociais têm bilhões de usuários, o que as fazem um oceano perfeito para se explorar. Alguém em uma dessas plataformas deve ter interesse nos serviços divulgados, mesmo que não à primeira vista.

Outro motivo é que, pelas redes sociais, você pode desenvolver a produção de conteúdo jurídico, mantendo seus seguidores informados sobre os assuntos que você normalmente aborda, e podendo fazer com que o interesse deles aumente.

Mais uma vantagem é a gratuidade. Pelas redes sociais, por mais que algumas delas possuam planos pagos, ainda é possível divulgar a sua produção de conteúdo jurídico sem pagar nada.

Além disso, você ainda pode estruturar suas publicações para que elas levem mais pessoas ao seu site, ajudando a melhorar o tráfego. Quanto mais acessos ao seu site, melhor.

Por mais importantes que sejam as redes sociais na sua estratégia, é no seu site onde seus visitantes terão as informações mais importantes sobre o seu escritório, como meios de contato, endereço físico (se houver), horários de atendimento, entre outras.

O que fazer para ter bons resultados nas redes sociais?

Se acompanhou nossa matéria até aqui, você já entendeu que investir na produção de conteúdo jurídico nas redes sociais é uma das principais estratégias do marketing jurídico e que deve estar dentro do seu planejamento.

Porém, não basta simplesmente produzir e fazer as publicações. Existem alguns cuidados e algumas dicas para que essa tarefa realmente funcione e te traga os resultados esperados. Confira!

1. Defina o que você publicará em cada rede social

Apesar das redes sociais serem semelhantes, elas também são diferentes. Neste sentido, seus conteúdos também podem ser diferentes.

Para organizar melhor essa parte, vale a pena planejar quais formatos serão publicados em quais plataformas, e até mesmo fazer um calendário editorial.

Em algumas redes, você pode seguir um padrão e publicar os mesmos conteúdos. Já em outras, é possível publicar conteúdos em outros formatos.

No Instagram e Facebook, por exemplo, é possível fazer as mesmas publicações informativas com imagens e vídeos curtos, enquanto no TikTok, os vídeos são a única maneira de fazer publicações.

Da mesma forma, no YouTube, você pode disponibilizar lives mais explicativas sobre algum assunto mais recente, assim como vídeos curtos explicativos e outros vídeos mais longos e mais completos.

Procure explorar tudo o que pode ser feito em cada rede social, para que seus conteúdos sejam diversificados e atraiam cada vez mais pessoas.

2. Impulsione suas publicações

Em algumas redes sociais, é possível impulsionar algumas publicações e fazê-las chegar até mesmo a quem ainda não conhece o seu trabalho ou perfil. No entanto, vale saber que essa ferramenta é paga.

Apesar de fazer parte do outbound marketing (já que interrompe o fluxo do usuário da rede social para apresentar o seu conteúdo), o impulsionamento é um tipo de publicidade ativa permitida pela OAB. Assim, é possível usá-lo sem medo de punições.

Algumas redes sociais que permitem que você impulsione seus posts são Facebook, Instagram e LinkedIn.

3. Acompanhe os resultados

Acompanhar os resultados dos conteúdos jurídicos nas suas redes sociais é essencial para que você saiba o que está dando certo ou não, e para que, assim, você faça as correções e modificações necessárias.

Pelo Facebook e Instagram, você pode acompanhar os resultados das suas publicações facilmente pelo Meta Business Suite, plataforma dentro do Facebook. Na aba “análises”, é possível ter uma visão geral, assim como ver o alcance do seu perfil, as curtidas e reações, e o público que mais interage com os conteúdos da sua página – o mesmo não acontece para perfis pessoais.

Já no YouTube, acesse a sua conta na plataforma e clique em “Seus vídeos” ou em “YouTube Studio” para acompanhar as métricas. Você pode ver quantos inscritos tem, o número de visualizações em cada vídeo postado, comentários, reações e estatísticas.

No LinkedIn, por sua vez, é possível administrar os resultados pelo LinkedIn Analytics. Para isso, acesse a página do seu escritório (não um perfil pessoal) e, no painel com o resumo das principais métricas da plataforma, você poderá ver o número de visitantes, impressões, seguidores, entre outros.

Caso você não tenha uma página e apenas um perfil pessoal, procure acompanhar quantas curtidas, reações e comentários você ganha em cada publicação.

O mesmo é válido para seus conteúdos no TikTok e no Jusbrasil. Saiba quantas pessoas você tem atingido e, se for o caso, considere mudar a estratégia para alcançar um público maior.

4. Saiba em qual rede social seu público está presente

Uma das coisas fundamentais no planejamento do marketing para advogados é conhecer o seu público-alvo. É a partir da sua persona que você dará início à produção de um conteúdo jurídico nas redes sociais, com temas relevantes para ela.

Neste caso, conhecendo o perfil do seu público, busque saber qual é ou quais são as redes sociais utilizadas por ele. Isso evita que você utilize seus esforços em uma plataforma pouco utilizada, e faz com que você concentre a divulgação nos lugares onde terá espectadores.

5. Fale a língua do seu leitor

Finalmente, é de suma importância que você use a linguagem do seu leitor para que ele o entenda. Por mais que você aborde temas jurídicos e técnicos, deixe de lado os jargões e vocábulos que normalmente são utilizados na sua rotina.

Se seu objetivo é captar novos clientes, seu conteúdo deve ser voltado para pessoas em geral, leigas, e para não outros advogados.

Por isso, abra mão do juridiquês e use uma linguagem mais simplificada. Não precisa ser algo simplório, que afete a qualidade do seu texto, mas que permita que o público que você quer atingir entenda a sua mensagem.

De qualquer modo, se realmente tiver que utilizar um termo mais técnico e complexo, não deixe de explicá-lo.

Produção de conteúdo jurídico vai além das redes sociais

Ninguém pode negar que as redes sociais são excelentes ferramentas de divulgação para qualquer tipo de negócio. Com mais de bilhões de usuários, a exploração de tais plataformas é uma das estratégias mais importantes para quem deseja atrair mais pessoas para a sua empresa.

No caso dos advogados, não é diferente. Mesmo que haja uma série de restrições quanto ao conteúdo veiculado, tal divulgação não é proibida e já faz diferença em vários escritórios.

Porém, esta não é a principal estratégia. Estar presente nas redes sociais é importante, mas não te traz tanta credibilidade quanto um site profissional próprio.

Com um site, você solidifica sua presença online e transmite mais profissionalismo e confiança aos seus clientes e futuros clientes.

Além disso, é nele onde você pode colocar as informações mais importantes sobre o seu escritório para seus visitantes, e pode oferecer conteúdos jurídicos informativos mais completos do que nas redes sociais.

Sendo uma ferramenta tão importante para o seu marketing digital, é comum que o seu desenvolvimento não seja tão simples, exigindo muito tempo, trabalho ou dinheiro.

Sabendo disso, a Justamente permite que você faça o site profissional do seu escritório em menos de 5 minutos e, o melhor, sem pagar nada por isso.

Somos uma plataforma gratuita de criação de sites, pensada por advogados e para advogados. Os sites oferecidos são feitos por programadores, web designers e desenvolvedores, o que garante total profissionalismo à página criada.

Para fazer o seu, faça um cadastro com um e-mail e senha e responda algumas perguntas sobre o seu escritório, como áreas de atuação e serviços prestados. Para finalizar, escolha o tema com cor e fonte, que podem ser alterados a qualquer momento. Veja um passo a passo detalhado deste processo nesta matéria!

Feito isso, seu site estará pronto e você já poderá divulgá-lo para seus clientes, amigos e familiares, além de colocá-lo na sua assinatura de e-mail, cartão de visitas e outros materiais.

Ainda tem dúvidas sobre como podemos te ajudar na criação do seu site jurídico? Entre em contato conosco pelo WhatsApp, (11) 95647-8227, ou escreva para [email protected]

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