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Advogados podem utilizar o marketing de afiliados? Entenda!

Equipe Justamente 23/05/22

O marketing de afiliados é muito procurado por pessoas que buscam ganhar dinheiro usando a internet. Basicamente, a ação consiste na divulgação e venda de produtos e serviços online feitos por uma empresa terceira. No caso, a pessoa que faz essa divulgação e venda se torna um afiliado, sendo uma espécie de funcionário comissionado.

Na advocacia, sabe-se que a publicidade é limitada, tendo o Código de Ética e Disciplina (CED) da OAB e o Provimento 205/2021 como documentos que indicam as práticas permitidas e proibidas. Sabendo disso, será que o marketing de afiliados é permitido?

A seguir, entenda mais sobre o marketing de afiliados para advogados e saiba se a prática pode ou não ser realizada pelos profissionais da área jurídica.

O que é e como funciona o marketing de afiliados?

O marketing de afiliados funciona como uma venda comissionada. Uma pessoa ou empresa passa a vender um produto online (pode ser um produto ou serviço) e, para alcançar mais clientes, ela conta com outras pessoas que divulgam seu produto.

As pessoas responsáveis por essa divulgação se chamam afiliados, que, por sua vez, recebem uma porcentagem do valor da venda sempre que conseguem convencer alguém a realizar a compra.

Sendo assim, o marketing do produto acontece por meio dos afiliados, que escolhem os produtos que querem divulgar e vender, e usam suas próprias estratégias para fazer isso.

Advogados podem usar o marketing de afiliados em suas estratégias?

Sim, os advogados podem usar o marketing de afiliados, porém, é preciso ter muito cuidado e se atentar às ressalvas existentes.

A publicidade jurídica, de acordo com o Código de Ética, deve ter caráter meramente informativo, prezando pela discrição e sobriedade, sem poder configurar captação de clientela ou a mercantilização da profissão.

O que diz o Provimento 205/2021

O Art. 2º do Provimento 205/2021 define como “publicidade ativa” a “divulgação capaz de atingir número indeterminado de pessoas, mesmo que elas não tenham buscado informações acerca do anunciante ou dos temas anunciados”.

Além disso, o Art 4º afirma que a publicidade ativa pode ser usada pelo advogado na venda de bens e eventos voltados para advogados, estagiários ou estudantes de Direito, como livros, cursos, seminários, entre outras coisas relacionadas.

Mesmo com essa permissão, a mercantilização e a captação de clientela seguem proibidas. Portanto, é preciso se atentar a esses fatores:

Aqui, vale a pena entender o que significa, de fato, a mercantilização da advocacia. Esse termo remete à oferta de serviços jurídicos assim como a de outros tipos de serviços ou produtos gerais, que podem ser contratados ou comprados por qualquer tipo de pessoa.

Ou seja, os serviços prestados por advogados não são generalizados, mas, sim, especializados e personalizados de acordo com cada cliente e as particularidades do seu caso. Por isso, não devem ser mercantilizados.

Além disso, o Art. 5º do CED indica que “o exercício da advocacia é incompatível com qualquer procedimento de mercantilização”.

Sendo assim, o marketing de afiliados, no caso dos advogados, deve evitar expressões persuasivas, que estimulem o litígio ou a contratação dos serviços jurídicos, e sem ostentação.

Como usar o marketing de afiliados para advogados?

Existem duas formas do advogado se envolver com marketing de afiliados. Uma é fornecendo um material para ser divulgado e vendido por outras pessoas, e outra é escolhendo um produto que tenha a ver com o seu público-alvo e divulgá-lo da forma adequada.

Optando pela primeira maneira mencionada, o advogado deve elaborar um material digital e disponibilizá-lo em uma plataforma específica de marketing de afiliados, para que outras pessoas decidam se tornar um afiliado do produto. Uma das plataformas mais conhecidas neste ramo é a Hotmart.

O material pode ser um ebook, um curso, um seminário ou produtos semelhantes. Ao atuar em uma determinada área do Direito, por exemplo, você pode fazer um ebook sobre um assunto relevante para outros advogados ou estudantes de Direito que estejam no início de sua carreira como estagiários.

Nessa mesma linha, você pode gravar cursos, com aulas específicas, usando recursos visuais e textuais – suas aulas podem ser disponibilizadas em vídeos e também em apresentações ou documentos.

É possível, ainda, desenvolver materiais educativos para profissionais que vão fazer a prova da OAB. Várias pessoas procuram maneiras de estudar para realizar a prova da Ordem e você pode ajudá-las oferecendo um material com dicas e informações relevantes.

Já para ser um afiliado e divulgar um produto a fim de vendê-lo, é preciso encontrar um material que seja relevante para o seu público-alvo, para que você consiga realizar uma venda dentro das normas da OAB.

Assim como a elaboração dos materiais, a venda deve ser totalmente voltada para advogados, estagiários ou estudantes de Direito, uma vez que os materiais serão destinados a este público. Ou seja, os possíveis compradores, para realizarem a compra, não terão o perfil de clientes que precisam dos seus serviços, mas de pessoas que se interessam pelo conteúdo do material.

A venda deve ocorrer de acordo com as ressalvas mencionadas no tópico anterior: sem a mercantilização da advocacia ou a captação de clientela, evitando expressões persuasivas e o estímulo ao litígio.

Vale a pena advogados investirem no marketing de afiliados?

Depende. Se o objetivo do advogado for conquistar clientes para atuar em seus respectivos processos, o marketing de afiliados pode não ser uma ideia que valha tanto a pena assim. Isso porque o público-alvo deste tipo de marketing não é composto por clientes em potencial, mas, sim, por outros advogados, estagiários e estudantes de Direito.

Já se o objetivo do advogado for ganhar reconhecimento entre seus colegas de profissão e auxiliá-los em suas carreiras, além de ter um lucro sobre as vendas, a ideia pode compensar.

Quanto mais pessoas se interessarem em divulgar os seus materiais e mais vendas você tiver, maior reconhecimento você terá entre os próprios advogados e estudantes, podendo se tornar uma referência e, inclusive, receber indicações.

Onde divulgar os produtos e serviços?

Caso você tenha se tornado afiliado de um ou mais produtos, é necessário divulgá-los para conseguir realizar alguma venda. Neste caso, você pode utilizar seus canais de comunicação, como redes sociais, e-mails marketing e seu site jurídico, sempre mantendo a moderação, discrição e sobriedade da advocacia, e sem mercantilizar a profissão.

Nas redes sociais, faça publicações exclusivas, falando um pouco sobre o tema abordado no produto e explicando como a compra deve ser feita, por exemplo. É possível fazer o mesmo em seus e-mails marketing, mas sempre se atentando ao público que irá receber a comunicação – se há compatibilidade entre o público e o conteúdo do material.

Em seu site jurídico, você pode fazer uma página específica para a divulgação do produto, como uma landing page, ou divulgá-lo em um blog post. Em ambos os casos, fale um pouco sobre o produto e a sua importância, e não deixe de explicar como seu visitante poderá realizar a compra.

Se você ainda não tem um site, considere a criação de um. Além de poder divulgar um produto do qual você é afiliado, você ainda consegue estabelecer sua presença online, disponibilizar na internet as informações mais importantes sobre o seu escritório, demonstrar profissionalismo e conquistar mais credibilidade e confiança.

Nós da Justamente sabemos que a criação de um site pode ser bem complicada, podendo exigir muito tempo, trabalho ou dinheiro. Por isso, conosco você pode fazer o seu site jurídico profissional em menos de 5 minutos e, o melhor, sem pagar nada.

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Feito isso, seu site estará pronto e você já poderá divulgá-lo para seus clientes, amigos e familiares, além de colocá-lo na sua assinatura de e-mail, cartão de visitas e outros materiais.

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